quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Pogrom

A TV alemã está lembrando este mês o aniversário da Reichspogromnacht, que ocorreu em Novembro de 1938. O nome me pareceu estranho, o que é isso? É mais conhecido por aqui como "Noite dos Cristais", ou Kristallnacht.

Herschel Grynszpan era um jovem judeu que assassinou um secretário da embaixada alemã em Paris, Ernst Eduard vom Rath, no dia 9 do Novembro de 1938. O que foi o estopim para matança desenfreada de judeus.


Vejam só, desde a subida ao poder o NSDAP (Partido dos Trabalhadores Nacional-Socialistas Alemães) os judeus foram perseguidos lentamente, perdendo a cada ano direitos, trabalho, dignidade, ou seja, perderam sua humanidade. Mas vejam só o que é manipulação política:



Não é para judeus.
Apenas para judeus.
Haviam bancos para judeus. Um dos entrevistados disse que ele era apenas uma criança, que não tinha a menor idéia do que significa ser um judeu. Ele e um amigo ficavam vendo quem sentava em qual banco, quem evitava cada banco, para descobrir quem eram esses tais judeus. Ou seja, serviam com o propósito de tornar público quem eram eles. A foto da mulher judia cobrindo o rosto mostra que isso era corriqueiro, e certamente não faziam isso com a inocência de uma criança de 8 anos.

Em praça pública era vendido que o judeus tinham seus direitos, sua cota de bancos estava evidente. E foi só um jovem meter bala no primeiro alemão que entrou na sua frente (ele queria matar o embaixador) em vingança ao sofrimento de seus pais, para dar início a todo o extermínio de judeus na segunda guerra.


O que está escrito nos bancos da praça pública hoje em dia? Desde "não é para fumantes" em locais públicos ainda que privados, passando pela"apenas negros" nas cotas universitárias. Certidões de casamento identificam oficialmente os homossexuais. Tudo está discriminado, não no sentido pejorativo da palavra, mas naquele que é utilizado nas notas fiscais - a descrição de um produto.


Mas o que significa mesmo Pogrom? Retirado do Wikipedia:
Pogrom (do russo погром) é um ataque violento maciço a pessoas, com a destruição simultânea do seu ambiente (casas, negócios, centros religiosos). Historicamente, o termo tem sido usado para denominar atos em massa de violência, espontânea ou premeditada, contra judeus, protestantes, eslavos e outras minorias étnicas da Europa, porém é aplicável a outros casos, a envolver países e povos do mundo inteiro.
Para haver um Pogrom as pessoas devem estar bem identificadas, cada um no seu quadrado. Num governo socialista cada quadrado tem sua função, uma função social. A interpretação dessa função social varia com os interesses políticos do momento. Assim homossexuais tinham total liberdade na Alemanha Oriental, onde eram utilizado como propaganda da liberdade no socialismo. Enquanto em Cuba eles eram simplesmente perseguidos (http://www.ggb.org.br/cuba_livre.html). Na Rússia atualmente os homossexuais já estão sendo perseguidos, com restrição de direitos e sendo espancados sem direto a reclamar na polícia. Mas o movimento gay continua vendo muito mais perigo em irmãos, carolas e velhinhas que vão para igreja pedir a graça do espírito santo, do que no fato de serem fichados oficialmente pelo estado como homossexuais. E sem perceber que para um governo socialista eles, assim como todos o resto como negros, burgueses, cristãos, proletariado, não passam de massa de manobra que podem ser promovidos ou executados conforme o humor do dia.

Pogrom de uma pessoa só.


Sim, aconteceu no Brasil. Michele Rafaela Maximino foi vítima de uma piada do Danilo Gentili. Muito mais chocante que a piada é que por causa da piada ela passou a ser perseguida na rua e humilhada. O brasileiro já perdeu o senso de respeito ao indivíduo. Um indivíduo só merece respeito se ele integrar um movimento social ou uma minoria que não seja de uma pessoa só. Os judeus não existiam como indivíduos, apenas como grupo social.

domingo, 3 de novembro de 2013

Prêmio Nobel e o sentido da esperança

A coluna o Jan Fleischhauer no Spiegel esta semana lembra do Prêmio Nobel que Obama levou a 4 anos atrás. Buscando na imprensa nacional encontrei um trecho da justificativa do prêmio:

"O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, venceu o prêmio Nobel da Paz por seus esforços para reduzir os estoques de armas nucleares e por seu trabalho pela paz mundial.Primeiro presidente americano de origem africana, Obama também trabalhou para reiniciar o estagnado processo de paz no Oriente Médio desde que assumiu o cargo, em janeiro deste ano."

O Egito, a Síria e Líbia vivem entre a guerra civil e o terrorismo. A violência no Iraque e no Afeganistão continua em alta. Tivemos ataques terroristas em território americano, utilização de armas químicas não se sabe por quem. Além dos ataques drones, que já mataram centenas de pessoas inocentes e da espionagem global dos EEUU sobre diversas nações que seriam consideradas amigas. Imaginem se o Bush cometesse estas atrocidades?

Mas uma coisa que me chamou a atenção no artigo em alemão e não encontrei nos textos em português:

"Es kommt nur selten vor, dass eine einzelne Person es in dem Maße wie Obama schafft, den Menschen die Hoffnung auf eine bessere Zukunft zu geben."

Obama dava esperança (die Hoffnung) aos homens de um futuro melhor (bessere Zukunft). Esperança é o que resta quando todo resto acaba. Quando tudo parece perdido e alguém enxerga um sentido para vida, esse alguém tem esperança. Esperança não se vende em programa/propaganda política, o que se vende em propaganda política é a ambição. Ambição é o que você escolhe e aposta, esperança é fé no destino guiado única e exclusivamente por Deus.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Planejamento Medieval

Quando eu era só um pobre coitado perdido no terceiro mundo, sempre ouvia falar que na Europa as coisas eram planejadas e pensadas, que tudo funcionava.

O primeiro país que fui conhecer no exterior foi a Alemanha. Fiquei na cidade de Freiburg, uma cidade relativamente grande e que mantém uma aparência medieval em seu centro. Foi por isso que, quando fui visitar a cidade de Spaichingen, no outro lado da Floresta Negra, fiquei com a sensação que a cidade era nova.

Com grande inocência afirmei isso para meu anfitrião, o Herr Schnell. Ele concordou, Spaichingen tinha só uns 1000 anos, nada na Alemanha era muito mais novo que isso. E acrescentou que ele tinha encontrado uma moeda com o busto do César no quintal de casa um dia desses.

De fato a Alemanha é urbanisticamente bem formada. E eles distribuem 80 milhões de habitantes, quase metade da população brasileira, em um território menor que Minas Gerais. Não só isso, tem uma boa reserva de florestas, apenas 3 cidades com mais de um milhão de habitantes e a sensação que estamos numa interminável roça.

Estação de trem do aeroporto mais movimentado da Europa. Devido a tempestade alguns trens acumulavam atraso de até 1 hora, observem o caos que se formou.


Além da foto acima, vemos pequenos mercados que atendem os bairros. Geralmente atende só um caixa, as vezes não há caixa nenhum. Aqui no Brasil não há mercado que não esteja apinhado de gente, e com mais de 15 caixas lotados.

Indo um pouco mais, notamos durante todo o dia os sinos das igrejas a badalar. Sim, não são poucas as igrejas na Alemanha. Então são dois fatos: Tudo tem cerca de 1000 anos e as igrejas estão para todos os lado. A Alemanha é um país planejado… Na Idade Média!

Hoje em dia o governo é tão poderoso e centralizador que as pessoas devem viver empilhadas nas cidades mais ricas. Poder centralizador que a Igreja nunca teve na Idade Média.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Desperdicio de tempo



Espera um pouco, mas como mando meus restos de comida para lá?

O último culpado aí é quem joga resto de comida fora. Vou fazer uma listinha simples do que vem antes:
  • Pense muito bem nisto na próxima vez que protestar que um árvore é mais importante que uma estrada;
  • Pense muito bem nisto na próxima vez que protestar contra uma usina hidroelétrica;
  • Pense muito bem nisto na próxima vez que protestar contra a agropecuária;
  • Pense muito bem nisto na próxima vez que desprezar o crescimento econômico contra o capitalismo.
Nós nascemos todos com este destino, de sermos comidos pelos leões. O que nos salva são essas coisas pequeno-burguesas. Todo desperdício deve ser evitado, mas falar que a fome no mundo é culpa de quem joga comida fora?

Vejamos a belíssima infra-estrutura de transportes no Brasil o que faz:

*Quando não são os buracos nas estradas, encarecendo o frete rodoviário, é a falta de armazéns e a burocracia excessiva nos portos que provoca perdas na cadeia produtiva. Somente no caso da soja, calcula-se que a perda anual alcance a cifra de R$ 6,6 bilhões. No milho, o prejuízo seria de R$ 1,4 bilhão. Chega a ser surpreendente que, com todas essas deficiências, o Brasil ainda se msotre competitivo no agronegócio e consiga abastecer o mercado asiático concorrendo com outros produtores importantes (Estados Unidos, Canadá, Austrália, Argentina), que não se ressentem das mesmas deficiência na infraestrutura e no seu arcabouço logístico.
A matéria é essencialmente mal escrita pois coloca o prejuízo em dinheiro. Mas o que choca não são os bilhões de reais perdidos, mas como mostra esta foto o próprio desperdício de comida:


Isso acontece exatamente pois o governo brasileiro não investe em infra-estrutura para transportar e armazenar estes grãos de forma adequada. Esses grão perdidos na beira da estrada poderiam alimentar cidades inteiras, por muito tempo.

Então os pelegos dos partidos políticos protestam contra o agro-negócio, promovem invasão e destruição de fazendas pelo MST. Esse vagabundos que causam fome no mundo, e são esses mesmos vagabundos que ficam colocando essas imagens com frases de impacto, para que homens de bem que jogam uma maçã e 100 g de arroz e feijão no lixo por semana se sintam culpados. E esses vagabundos conseguem assim adesão de gente do bem a sua causa. Que no final das contas é exatamente destruição da economia, para destruir a liberdade do ser humano e aquela meia dúzia de valores burgueses.


*Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/opiniao/transporte-precario-causa-enorme-perda-nos-graos-8186145#ixzz2hjqPMRtZ 
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sábado, 28 de setembro de 2013

Falta de estudo dos pais é o que mais mata crianças


Estudo mostra que analfabetismo de adultos tem influência maior do que a pobreza e a falta de saneamento na morte de crianças de até 5 anos.


O principal fator de mortalidade infantil no Brasil é a falta de estudo dos pais. Nem a pobreza, a falta de água encanada ou de esgoto tratado têm tanto impacto nas mortes precoces como o baixo nível de escolaridade dos adultos. As informações são de pesquisa realizada pelo Estadão. Dados e referem-se aos 5.565 municípios brasileiros. 

http://veja.abril.com.br/noticia/educacao/mortalidade-infantil-esta-diretamente-associada-a-falta-de-estudo-dos-pais

Vejam só agora o que escrevi antes: http://i9v.me/epbv

Ser racional?

Ser racional é uma definição meio pobre para o homem.

Razão está ligada a inteligência e todos animais demonstram um certo nível inteligência. Explicar que a razão é uma inteligência de um modo um pouco diferente pode ser complicado.

Na verdade o homem é um ser moral. O que significa simplesmente que ele defende o que acha certo e ataca o que acha errado.

Os outros animais não se debatem com isso: Eles matam outros animais, protegem outros animais, as vezes eles matam os próprios filhotes e as vezes criam filhotes das outras espécies. Mas eles não se perguntam se o que estão fazendo é certo ou errado, eles apenas seguem seu instinto.

E nosso instinto humano é procurar desvendar o que é certo ou errado, pois essa questão simplesmente nos caí sobre a cabeça e nos atordoa.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Mas de noite os ratos dormem!

É um das histórias mais triste que já li, de Wolfgang Bochert. Autor alemão que morreu muito jovem, e escreveu na época do pós guerra.


"Mas de noite os ratos dormem!" (Nachts schlafen die Ratten doch!) conta a história de um menino de 7 anos de idade, que está protegendo os escombros de uma casa. Um senhor mais velho pergunta, o que está está guardando aí? Não posso falar... É dinheiro? Claro que não, falou o menino com desprezo. O velho lhe mostra uma cesta com comida para coelhos.

Das hohle Fenster in der vereinsamten Mauer gähnte blaurot voll früher Abendsonne. Staubgewölke flimmerten zwischen den steilgereckten Schornsteinresten. Die Schuttwüste döste. 
Er hatte die Augen zu. Mit einmal wurde es noch dunkler. Er merkte, daß jemand gekommen war und nun vor ihm stand, dunkel, leise. Jetzt haben sie mich! Dachte er. Aber als er ein bißchen blinzelte, sah er nur zwei etwas ärmlich behoste Beine. Die standen ziemlich krumm vor ihm, daß er zwischen ihnen hindurchsehen konnte. Er riskierte ein kleines Geblinzel an den Hosenbeinen hoch und erkannte einen älteren Mann. Der hatte ein Messer und einen Korb in der Hand. Und etwas Erde an den Fingerspitzen. 
Du schläfst hier wohl, was? fragte der Mann und sah von oben auf das Haargestrüpp herunter. Jürgen blinzelte zwischen den Beinen des Mannes hindurch in die Sonne und sagte: Nein, ich schlafe nicht. Ich muß hier aufpassen. Der Mann nickte: So, dafür hast du wohl den großen Stock da? Ja, antwortete Jürgen mutig und hielt den Stock fest. 
Worauf paßt du denn auf? 
Das kann ich nicht sagen. Er hielt die Hände fest um den Stock. Wohl auf Geld, was? Der Mann setzte den Korb ab und wischte das Messer an seinem Hosenboden hin und her. 
Nein, auf Geld überhaupt nicht, sagte Jürgen verächtlich. 
Auf ganz etwas anderes. 
Na, was denn? 
Ich kann es nicht sagen. Was anderes eben. 
Na, denn nicht. Dann sage ich dir natürlich auch nicht, was ich hier im Korb habe. Der Mann stieß mit dem Fuß an den Korb und klappte das Messer zu. 
Pah, kann mir denken, was in dem Korb ist, meinte Jürgen geringschätzig; Kaninchenfutter. 
Donnerwetter, ja! sagte der Mann verwundert; bist ja ein fixer Kerl. Wie alt bist du denn? 
Neun. 
Oha, denk mal an, neun also. Dann weißt du ja auch, wieviel drei mal neun sind, wie? 

Klar, sagte Jürgen, und um Zeit zu gewinnen, sagte er noch: Das ist ja ganz leicht. Und er sah durch die Beine des Mannes hindurch. Dreimal neun, nicht? fragte er noch mal, siebenundzwanzig. Das wußte ich gleich. 
Stimmt, sagte der Mann, und genau soviel Kaninchen habe ich. 
Jürgen machte einen runden Mund: Siebenundzwanzig? 
Du kannst sie sehen. Viele sind noch ganz jung. Willst du? 
Ich kann doch nicht. Ich muß doch aufpassen, sagte Jürgen unsicher. 
Immerzu? fragte der mann, nachts auch? 
Nachts auch. Immerzu. Immer. Jürgen sah an den krummen Beinen hoch. Seit Sonnabend schon, flüsterte er. 
Aber gehst du denn gar nicht nach Hause? Du mußt doch essen. 
Jürgen hob einen Stein hoch. Da lag ein halbes Brot. Und eine Blechschachtel. 
Dur rauchst? fragte der Mann, hast du denn eine Pfeife? 
Jürgen faßte seinen Stock fest an und sagte zaghaft: Ich drehe. Pfeife mag ich nicht. 
Schade, der Mann bückte sich zu seinem Korb, die Kaninchen hättest du ruhig mal ansehen können. Vor allem die Jungen. Vielleicht hättest du dir eines ausgesucht. Aber du kannst hier ja nicht weg. 
Nein, sagte Jürgen traurig, nein nein. 
Der Mann nahm den Korb hoch und richtete sich auf. Na ja, wenn du hierbleiben mußt - schade. Und er drehte sich um. Wenn du mich nicht verrätst, sagte Jürgen da schnell, es ist wegen der Ratten. 
Die krummen Beine kamen einen Schritt zurück: Wegen der Ratten? 
Ja, die essen doch von den Toten. Von Menschen. Da leben sie doch von. 
Wer sagt das? 
Unser Lehrer. 
Und du paßt nun auf die Ratten auf? fragte der Mann. 
Auf die doch nicht! Und dann sagte er ganz leise. Mein Bruder, der liegt nämlich da unten. Da. Jürgen zeigte mit dem Stock auf die zusammengesackten Mauern. Unser Haus kriegte eine Bombe. Mit einmal war das Licht weg im Keller. Und er auch. Wir haben noch gerufen. ER war viel kleiner als ich. Erst vier. Es muß hier ja noch sein. Er ist doch viel kleiner als ich. 
Der Mann sah von oben auf das Haargestrüpp. Aber dann sagte er plötzlich: Ja, hat euer Lehrer euch denn nicht gesagt daß die Ratten nachts schlafen? 

Nein, flüsterte Jürgen und sah mit einmal ganz müde aus, das hat er nicht gesagt. 
Na, sagte der mann, das ist aber ein Lehrer, wenn er das nicht mal weiß. Nachts schlafen die Ratten doch. Nachts kannst du ruhig nach Hause gehen. Nachts schlafen sie immer. Wenn es dunkel wird, schon. 
Jürgen machte mit seinem Stock kleine Kuhlen in den Schutt. Lauter kleine Betten sind das, dachte er, alles kleine Betten. Da sagte der mann (und seine krummen Beine waren ganz unruhig dabei): Weißt du was? Jetzt füttere ich schnell meine Kaninchen, und wenn es dunkel wird, hole ich dich ab. Vielleicht kann ich eins mitbringen. Ein kleines oder, was meinst du? 
Jürgen machte kleine Kuhlen in den Schutt. Lauter kleine Kaninchen. Weiße, graue, weißgraue. Ich weiß nicht, sagte er leise und sah auf die krummen Beine, wenn sie wirklich nachts schlafen. 
Der Mann stieg über die Mauerreste weg auf die Straße. Natürlich, sagte er von da, euer Lehrer soll einpacken, wenn er das nicht mal weiß. 
Da stand Jürgen auf und fragte: Wenn ich eins kriegen kann? Ein weißes vielleicht? 
Ich will mal versuchen, rief der Mann schon im Weggehen, aber du mußt hier so lange warten. Ich gehe dann mit dir nach Hause, weißt du? Ich muß deinem Vater doch sagen, wie so ein Kaninchenstall gebaut wird. Denn das müßt ihr ja wissen. 
Ja, rief Jürgen, ich warte. Ich muß ja noch aufpassen, bis es dunkel wird. Ich warte bestimmt. Und er rief: Wir haben auch noch Bretter zu Hause Kistenbretter, rief er. 
Aber das hörte der Mann schon nicht mehr. Er lief mit seinen krummen Beinen auf die Sonne zu. Die war schon rot vom Abend und Jürgen konnte sehen, wie sie durch die Beine hindurchschien, so krumm waren sie. Und der Korb schwankte aufgeregt hin und her. Kaninchenfutter war da drin. Grünes Kaninchenfutter, das war etwas grau vom Schutt.