sexta-feira, 5 de março de 2010

A forma e a substância

São naturais os entes passíveis de serem movidos. Eles são compostos de forma e substância.

Enquanto a forma é sensível aos 5 sentidos, a substância apenas a razão humana reconhece. Se pode abstrair todas as formas de um homem, como numa estátua de cera. A estátua de cera é um homem sem substância, é apenas um homem em forma.

Não se pode mover o homem de cera enquanto homem. O homem de cera não pertence a natureza, é um homem artificial. A cera em forma de homem é que pode ser movida, pois a cera pertence a natureza. A cera tem assim forma e substância.

Por mais estranho que pareça, esse é o princípio de conhecimento da realidade:

Quando se apreende o ente como é e como se move, se apreende uma realidade como tal.

A coisa se torna interessante no caso de analisar um sonho ou uma alucinação. Uma pessoa normal compreende que um sonho ou uma alucinação não pode ser verdade, pois não é possível que as coisas tenham se movido daquela maneira. Mesmo que todas as formas lembrem que você está na praia, você se lembra que não se moveu até lá e concluí que foi só um sonho. A loucura não está nas alucinações, a loucura está em confundir uma alucinação com a realidade.

Então é evidente que alguma coisa se move. Os sentidos captam a forma. Mas a forma pura pode ser uma estátua ou uma alucinação. A razão aprende que existe uma substância por trás daquela forma, apreendendo como ela se movimenta.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Força policial

Essa semana duas notícias envolvendo policias ganharam as manchetes.

Na primeira, o filho de um Coronel reformado da polícia do Rio de Janeiro foi preso com um outro policial por tentativa de assalto.

Em outra, policiais militares na Bahia foram flagrados feito maloqueiros numa micareta, arrumando briga em meio a multidão.

O tal Coronel reformado, cujo filho foi preso, é famoso por punir policiais por abuso de autoridade. As pessoas ignoram que é prerrogativa da polícia dar porrada. Nós não podemos... Mas eles podem E DEVEM!

Não é raro ver policial dando porrada em casos de distúrbio da ordem pública, e a imprensa cair de pau em cima. A mais recente onda é dos protestadores do caso Arruda no DF. Aqueles protestadores não devem apanhar só por causar distúrbios na ordem pública, mas especialmente pois não apanharam do pai em casa e se tornaram analfabetos funcionais. São universitários que não conseguem ir além do que um orangotango faria se estivesse bravo. A crítica é válida pois o Brasil é um país democrático e, de um jeito civilizado, esse pessoal jamais sofreria qualquer embaraço.

Em países onde não há democracia, como no Irã e na Venezuela, aí só resta agir como orangotango, mesmo. Quando a coisa se torna uma questão de vida ou morte não há que esperar diferenças entre orangotangos e homens. Quando vemos as execuções feitas no Irã, devidos aos protestos por lá, fica difícil saber quem são os animais.

O Coronel-reformado-que-pune-abusos-policiais-e-tem-filho-assaltante é um caricato cronocêntrico. Quem tem dó de orangotangos pode criar monstros.

Não pretendo justificar todo tipo de abuso policial. Só lembrar que um policial no exercício de sua função tem que, inclusive, dar porrada. E normalmente a imprensa joga a opinião pública contra a polícia nesses casos. E o tal Coronel parece que não gostava muito do exercício policial. Se o Coronel ouvisse mais o pessoal da comunidade saberia que um tapinha não dói.

No outro lado vimos policias numa micareta, distribuindo socos sem qualquer critérios em meio a multidão. É exigência do processo civilizatório no mínimo um cassetete, utilizado para dispersão. E, se perseguir alguém no meio da multidão que seja algemado. Perseguir no meio da multidão para dar soco e deixar ir embora não foi dispersão, mas agressão policial (ou o tal abuso). Policial tem que perseguir quem cometeu crime, quem deve ser preso. Caso contrário deveria se limitar a distribuir democraticamente suas porradas, sem distinção de sexo, cor, classe social ou espécie.

sábado, 30 de janeiro de 2010

Por que estudar filosofia? Parte III

Como vimos, a vitória nas guerras Médicas possibilitou uma nova forma de vida para os atenienses, onde a educação militar perdeu a importância e a democracia entrou em cena.

Logo perceberam que, o homem que dominasse a arte de falar bem controlaria a democracia e Atenas.

Quando perceberam isso, lembraram que haviam dois estrangeiros em Atenas, que até então serviam mais como motivo de piada.

Eles eram Parmênides e Zenão de Eléia. Foram a Atenas levar suas idéias. Não foram os primeiros filósofos a chegarem em Atenas, essa honra cabe ao Anaxágoras. Mas eles levaram uma curiosa a discussão filosófica aos cidadãos atenienses.

Procuravam demonstrar que tudo que se vê é uma coisa só. Uma coisa não poderia ser uma e muitas ao mesmo tempo, assim tudo que víamos era uma coisa só. Chegavam a conclusão de que nada se movia e os sentidos eram apenas ilusões.

Parmênides e Zenão de Eléia defendiam essa idéia aparentemente absurda com argumentos claros e aparentemente verdadeiros. Se no início eram motivo de piadas, se tornaram interessantes às ambições da democracia ateniense. Os atenienses passaram a prestar atenção no que tinham a dizer, mas não no sentido filosófico de conhecimento da verdade que, apesar de tudo, Parmênides e Zenão buscavam. Prestavam atenção para apreender a técnica de desenvolver argumentos. Argumentos para defenderem suas idéias, sem se preocupar com a verdade por de trás delas.

O sofismo, então, ficou conhecido como esse tipo de conhecimento. Exemplos de como ela empobreceu a democracia e levou a corrupção de Atenas no próximo capítulo.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Por que estudar filosofia? Parte II

Vimos que após as guerras Médicas os gregos tinham paz e passaram a controlar o comércio no mundo conhecido. Especialmente graças a sua imensa frota naval construída, a princípio, com fins militares.

Até as guerras Médicas a vida de todo grego era voltada para a guerra. A preparação física para a batalha era realizada num ginásio, e essa era a mais importante forma de educação.

Além da ginástica militar, os gregos costumavam entregar o filho aos cuidados de um escravo (pedagogo é escravo em grego). Aprendiam geralmente música e dialética, a arte de falar bem, mas nada de muito especial. Eram poucos os que sabiam ler e escrever.

Após a vitória sobre os Persas já não havia mais um motivo evidente para continuar com a educação militar. Não havia motivo mas os espartanos mantiveram a educação militar, enquanto em Atenas houve a grande reforma de Péricles. Floresce então a democracia, que passa a ser o centro da vida em Atenas.

Na democracia ateniense, todos os cidadãos (ou toda pólis) tinham direito a voto. Ser cidadão excluía então escravos e mulheres. Eram cerca de 400 cidadãos em Atenas, que se reuniam para fazer e executar suas leis. Era assim legislativa e judiciária a democracia ateniense.

Então todo cidadão tinha direito de expor suas idéias para serem votadas por todos os outros cidadãos. Logo se viu que um sujeito com uma maior capacidade de expor suas idéias controlaria Atenas.

Assim a educação perdeu a orientação militar, e passou a servir de base para a realização da democracia.

Como passou a ser essa educação é assunto para o próximo capítulo.

sábado, 23 de janeiro de 2010

Por que estudar filosofia? Parte I

A política é capaz de dragar a inteligência de um homem. Quando alguém vê tudo em termos políticos é que ele já esqueceu para que serve a inteligência. A política é o que sobra quando acaba a inteligência.

O mal não está na política em si, mas em acreditar que a política é um fim em si mesmo. O problema começa em perceber esse detalhe, que se trata hoje a política como princípio, meio e fim da sociedade. O princípio é a ideologia política, o meio a praxis política e o fim a construção política da sociedade. Ou a sociedade politicamente correta.

Existem 1001 maneiras de se abordar isso. Sinceramente não sei a melhor maneira, mas alguém conseguiu sintetizar isso num quadro de humor:



Então é por ele que eu começo.

O apogeu e queda de Atenas ocorreu entre as guerras Médicas e a guerra do Peloponeso. As guerras Médicas foram travadas entre gregos e persas. Os persas eram o mais temido exército da época, e os gregos conseguiram se defender de suas investidas.

Sócrates, o filósofo, foi um destemido guerreiro a lutar nas guerras Médicas. Ele foi condenado a morte ao fim da guerra do Peloponeso, onde a cidade de Atenas foi derrotada por Esparta. Pelo tempo que compreende a vida de um homem, Atenas derrotou o mais temido exército então conhecido e foi derrotado por uma simples cidade. E isso não ocorreu por acaso, a história demonstra. Ironicamente ocorreu pelo desenvolvimento da democracia e da educação de forma desordenada.

Mas isso veremos no próximo capítulo.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

L'AMOR CHE MUOVE IL SOLE E L'ALTRE STELLE

Texto de Gustavo Corção


Um curioso exemplo da falta de precisão científica em que incide certa espécie de filosofia cientificista, pode ser colhido na página setenta e quatro da tese que o Sr. Euryalo Cannabrava apresentou no seu concurso. Depois de muitas considerações tortuosas sobre a diferença que existe entre a linguagem científica e a linguagem poética, diz ele o seguinte:

"Cabe aqui perguntar se a frase "L'Amore que muove il sole e l'altre stelle" poderá ser considerada uma proposição. A fim de responder a essa pergunta, é necessário resolver preliminarmente se o seu enunciado será falso ou verdadeiro. Sob o ponto de vista da linguagem científica "L'Amore que muove il sole e l'altre stelle" se considera falso. o que move o sol e as estrelas não é o amor, mas o que está expresso na lei de Kepler, de acordo com a qual os astros descrevem, na sua órbita, uma elipse de que o sol ocupa um dos focos."

Analisemos esta passagem. Preliminarmente devemos notar que o verso de Dante diz "L'Amor" e não "L'Amore"; e que em italiano se diz "che" e não "que". Parece-me também que a construção "os astros descrevem, na sua órbita, uma elipse" ficaria muito melhor assim: "... os astros descrevem órbitas elípticas" ou "... descrevem elipses". Assim como está, a frase dá uma idéia engraçada: a órbita parece uma pista, uma estrada, na qual o astro faça uma elipse. Tudo isto porém importa relativamente pouco; o que importa é o conteúdo. Vamos a ele.

Diz o autor que não é o amor que move o sol e as estrelas, é o que está expresso na lei de Kepler. Ora, essa proposição, apesar das aparência, é muito menos científica do que o verso de Dante. Essa proposição é falsa. As leis de Kepler exprimem apenas como se movem os astros e não o que os move. Quando o grande astrônomo enuncia que os planetas descrevem elipses em que os quadrados dos tempos de revolução são proporcionais aos cubos dos eixos maiores, a causa eficiente, aquilo que move, não entra de modo algum em seu enunciado. E basta esse pequeno detalhe para me autorizar a dizer que a frase "o que move o sol e as estrelas é o que está expresso na lei de Kepler..." seria admissível na boca de um desprevenido bombeiro hidráulico que acabasse de ler o último número de Seleções, mas é imperdoável na tese de um candidato à cátedra de filosofia. Essa frase revela um irrecuperável escript de lourdeur, uma absoluta ausência de precisão cientifica, e sobretudo uma total incapacidade filosófica.

Além disso cumpre notar que as leis de Kepler só se referem aos movimentos planetários e que, por conseguinte, nem para exprimir apenas o modo do movimento convém ao sol e às estrelas, cujos movimentos próprios nada têm a ver com essas leis. Devo também assinalar que as órbitas planetárias só são elípticas se não levarmos em conta o movimento próprio do sol e as perturbações dos outros planetas. Há portanto na frase em questão um erro formal e um erro material.

Mas o erro grave que torna a frase falsa, realmente falsa, cientificamente falsa, astronomicamente falsa, é a ingênua e grosseira afirmação de que as leis de Kepler exprimem a causa eficiente, aquilo que move os astros. Para ilustrar melhor esse tipo de erro, passando-o da astronomia a um fenômeno mais trivial, eu imagino o sr. Cannabrava ao lado de Dante, a observar a travessura de um garoto que atirou uma pedra no lampião da esquina. Dante Alighiere, com profunda sabedoria, dirá:

— Aquele menino quebrou o lampião.

E o sr. Euryalo Cannabrava, olhando com superioridade os ressecados louros do florentino, corrigirá:

— Não, o que moveu a pedra e conseqüentemente quebrou o vidro é o que está expresso pela lei parabólica do movimento dos corpos pesados...

Deve-se então punir a equação, e não o garoto.

Se o autor daquela frase tivesse dito "leis de Newton" em lugar de leis de Kepler, o erro de sua proposição seria menos aparente, porque aquelas leis, embora ainda sejam expressões de modalidade, incluem uma referência à causa próxima da interação dos corpos celestes. Os corpos se atraem na proporção direta das massas e na inversa do quadrado das distâncias. Cinqüenta anos depois do grande Kepler, o imenso Newton virá dar maior unidade à mecânica celeste. Mas ainda não se pode dizer com propriedade que o que move o sol e as estrelas é o que está expresso na equação de Newton. A gravitação universal é um fato físico, e a lei de Newton descreve como agem os corpos dentro dessa realidade física que em si mesma é distinta dos símbolos matemáticos. A realidade das causas mais profundas que movem os astros escapa ao tratamento matemático e pertence ao domínio propriamente filosófico pelo qual o Sr. Cannabrava nutre tamanha aversão. Posso convir que uma pessoa seja agnóstica e que leve seu positivismo até o ponto de se desinteressar pelas causas profundas. Neste caso, porém, deve dizer: eu não sei o que é que move os astros, só sei que eles se movem assim...

A gravitação universal que o físico examina e mede é o aspecto sensível, quantitativo, de uma gravitação universal metafísica dentro da qual todas as naturezas, incluindo as supra-sensíveis, se movem segundo suas intrínsecas inclinações. Os filósofos, que Dante conhecia muito bem, falam num apetite natural. Qualquer manual elementar de filosofia ensina que na raiz de cada natureza há inclinações, ordenações essenciais que a movem para o seu fim ou para o seu bem. A noção de bem metafísico, coextensiva à noção de ser, é análoga ao que há de atraente e atrativo nas massas dos corpos físicos. Atrás das fórmulas de Newton há portanto, a realidade subjacente, a massa real, a corporiedade, que o físico matemático deixa ao abstrair o quantitativo que designa pela letra m: como atrás das medidas antropométricas do sr. Cannabrava há uma realidade humana maior e muito mais respeitável do que suas dimensões. E atrás do dinamismo expresso pelas forças designadas pela letra f há a realidade maior, subjacente, do dinamismo da natureza que os filósofos chamam de apetite natural.

Quando se trata de movimentos consciente de seres racionais, e conseguintemente livres, esse apetite se chama amor. Os filósofos da tradição aristotélico-tomista usam freqüentemente o termo "amor" em sentido largo, como sinônimo de apetite natural. No vocabulário de Lalande, por exemplo, encontramos: "Amor, sentido A: nome comum a todas as tendências atrativas, etc." Em São Francisco de Salles, no Traité de l'Amour de Dieu, encontramos a expressão amor aplicada à atração entre o ferro e o imã. No compêndio de Thonnard encontraremos a expressão amor para designar o tropismo das plantas.

Ora, isto nos mostra que o verso de Dante é muito mais verdadeiro (cientifica e filosoficamente) do que a pesada e torta frase do candidato à cátedra do Pedro II. Dizendo que é o amor que move os astros, o poeta anunciava, trezentos e tantos anos antes de Newton, a gravitação universal. Além disso o verso de Dante tem um sentido principal que ainda é mais profundo, que é mais verdadeiro do que todas as equações do mundo. Se nós pensarmos na causa primeira e no Motor de todos os seres, e se nós pensarmos no Fim a que todos os seres estão ordenados, veremos que em primeira e última instância é Ele que move o sol e as estrelas. Ora, o seu nome é Amor.

Aliás, o bom Kepler conhecia esse nome, e nunca pretendeu substituí-lo por suas equações. É no seu livro Harmonices Mundi Libri V que o grande astrônomo, depois de uma série de cogitações mais ou menos destituídas de valor, anuncia a sua grande descoberta. E eis como arremata ele, no estilo do salmista, sua memorável comunicação sobre as órbitas planetárias:

"A sabedoria de Deus é infinita, assim como sua Glória e seu Poder. Céus, cantai o seu louvor. Sol, lua, planetas, glorificai-o na vossa linguagem inefável. Harmonias celestes, e vós todos que procurais compreendê-las, louvai-o. E tu, alma minha, louva o teu Criador. É por Ele e n'Ele que tudo existe. O que nós ignoramos está encerrado n'Ele, bem como a nossa vã ciência. A Ele louvor, honra e glória, em todos os séculos e séculos".

E logo abaixo desse hino o bom astrônomo acrescentou esta tocante palavra de humana gratidão: "Glória também a Moestin, o meu velho professor".

Por onde se vê que é também o amor (stricto sensu) que move os verdadeiros astrônomos.

(Diário de Notícias, 28-12-52)

http://gustavocorcao.permanencia.org.br/

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Cronocentrologia de Galileu


Seria um absurdo pensar que no nosso tempo Galileu seria linchado?

A ciência é hoje o norte de nossa sociedade. Somos uma sociedade laica e científica. Portanto um cientista como Galileu jamais teria problemas em nosso cronocentro.

Será que essas afirmações se sustentam sob a luz da razão?

Nossa sociedade pode não ser perfeitamente científica mas é largamente científica. Um exemplo fácil seria o aquecimento global provocado pelo homem. Vejam só, há pessoas que duvidam, muito embora milhares de cientistas respeitados afirmem que é uma realidade. Mas os que duvidam são uma minoria cada vez menor.

Doce ilusão. Galileu era uma minoria. Ser maioria ou minoria não significa estar certo. Portanto, além de demonstrar que a maioria que fala sobre o aquecimento global diz que é uma realidade seria necessário demonstrar que esta maioria está certa.

É uma complicação, mas se a sociedade é verdadeiramente científica a maioria seria capaz de demonstrar que o aquecimento global provocado pelo o aumento do CO2 na atmosfera pela atividade humana é verdadeiro.

O CO2 é um gás de efeito estufa? Sim, é. Olhando para as suas propriedades é possível concluir que ele é capaz de gerar aquecimento global? Não. O principal gás responsável pelo efeito estufa é o vapor d'água. Os desertos são os locais onde não há água, e por conseqüência com baixo efeito estufa. Assim, nos desertos tropicais durante o dia a temperatura é de 40 °C, durante a noite 0 °C. Não consta, porém, que não haja CO2 nos desertos.

Assim os mais bem informados dirão que o CO2 não é realmente o principal agente do efeito estufa, é apenas o responsável por agravar o efeito estufa. Por isso não é evidente em suas propriedades que ele seja capaz disso, mas há uma prova científica desse fato: A paleoclimatologia, porções de gelo que são retirados dos polos, e que guardam a atmosferas de milhares de anos. Nesses estudos se verificou que a temperatura do ambiente é proporcional a quantidade de CO2.

O efeito Coca-Cola

As fábricas da Coca-Cola produzem sua própria energia elétrica. Motivo? O gás da combustão dos seus geradores é utilizado para carbonatar a bebida. Aquelas bolhas do refrigerante são de CO2, CO2 produzidos por geradores elétricos...

Refrigeramos a coca-cola e a água por um motivo. Sob baixas temperaturas é possível dissolver mais gás-carbônico na água. E ele dá um sabor especial nas bebidas. O refrigerante quente perde o gás, assim como a água quente perde o gás. Gás que vai para a atmosfera. Logo, não é necessariamente o CO2 que aumenta a temperatura global. Mas necessariamente um aumento da temperatura global aumenta o CO2 na atmosfera.

Por outro lado, a climatologia também demonstra que o clima da terra sempre foi instável, mesmo antes das atividades humanas serem suficientes para serem suspeitas de algo.

Assim as claras evidências que o aquecimento global não são tão claras assim. Como a maioria numa sociedade científica consegue deixar passar esses detalhes?

A resposta mais precisa seria: Nós não somos uma sociedade científica, somos uma sociedade que acredita em cientistas como portadores da verdade. E a crença quando não se alicerça na razão, na certeza moral, se torna perigosa. Perigosa ao ponto de ser factível um linchamento moral de Galileu nos dias de hoje.