Lá pela época do ensino médio (eu fui uma das primeiras turmas a cursar isso, que antes era chamado de segundo grau e mais antigamente de ginásio) ouvia a ladainha que o problema do Brasil foi sua colonização.
Depois não só a colonização quanto a escravidão, a influência dos EEUU, a ditadura militar.
A culpa da violência é da pobreza. E quando vemos que Índia, China ou Turquia, tão ou mais pobres que o Brasil, não tem tanta violência que tem no Brasil a culpa sobra para diversidade cultural, no excesso de fronteiras, etc. Ou então a culpa é que aqui não tem guerra, ou que aqui só tem 500 anos e os outros países demoraram milênios para serem forjados.
De fato, se existe uma visão negativa do Brasil no exterior, é pelo brasileiro colocar sempre a culpa do seu fracasso no outro. E essa visão negativa é o maior reflexo da realidade.
O que se faz na universidade brasileira? Se aprende tudo que eu aprendi no ensino médio. A culpa é da colonização, da escravidão, dos EEUU, do neo-liberalismo. Mas nem tudo é velho na universidade brasileira, também produzem coisas novas como a culpa da violência é o combate às drogas!
A universidade brasileira deveria produzir soluções, mas ela só produz culpados. Como um país tão recalcado pode se desenvolver? Só resta mesmo a procrastinação.
sexta-feira, 19 de setembro de 2014
quinta-feira, 11 de setembro de 2014
O preço da covardia
César não era ninguém muito importante quando foi seqüestrado por piratas. Ele disse que chamaria seu exército e os degolaria. Não se sabe como ao certo, mas César conseguiu seu exército e degolou os piratas. Não só esses mas muitos outros que infestavam o mar naquela época.
Como curiosidade, o fato dele degolar os piratas era visto na época como um ato humanitário, onde a preferência era matar com mortes doloridas. César era assim muito pragmático, apenas matava, sem objetivo de causar sofrimento.
Graças a isso, navegar se tornou seguro e o comércio disparou naquela época que é conhecida como uma das mais pacificas da história.
O crime não deve compensar. Isso é, as pessoas boas devem tornar a vida dos criminosos um inferno, para que o crime não compense evidentemente. Do contrário o crime compensará, ao menos a curto prazo. As pessoas boas devem ser mais assassinas e destemidas que as pessoas más. Não é o pacifismo que explica a diferença entre uma pessoa boa e uma pessoa má, mas sim a justiça.
Não por menos no último século nada mais promoveu guerras que o pacifismo. Foi o pacifismo que promoveu a segunda guerra, como previu Winston Churchill com a célebre frase: Entre a guerra e a desonra vocês escolheram a desonra, e por isso vão levar a guerra.
E agora a política pacifista de Obama que acaba de arrastar os EEUU para uma guerra contra o Estado Islâmico.
Como curiosidade, o fato dele degolar os piratas era visto na época como um ato humanitário, onde a preferência era matar com mortes doloridas. César era assim muito pragmático, apenas matava, sem objetivo de causar sofrimento.
Graças a isso, navegar se tornou seguro e o comércio disparou naquela época que é conhecida como uma das mais pacificas da história.
O crime não deve compensar. Isso é, as pessoas boas devem tornar a vida dos criminosos um inferno, para que o crime não compense evidentemente. Do contrário o crime compensará, ao menos a curto prazo. As pessoas boas devem ser mais assassinas e destemidas que as pessoas más. Não é o pacifismo que explica a diferença entre uma pessoa boa e uma pessoa má, mas sim a justiça.
Não por menos no último século nada mais promoveu guerras que o pacifismo. Foi o pacifismo que promoveu a segunda guerra, como previu Winston Churchill com a célebre frase: Entre a guerra e a desonra vocês escolheram a desonra, e por isso vão levar a guerra.
E agora a política pacifista de Obama que acaba de arrastar os EEUU para uma guerra contra o Estado Islâmico.
terça-feira, 9 de setembro de 2014
Conversando com a civilização
Conversa com um sueco, que mora a 12 na China e passou um tempo na Índia antes.
-A China é um local seguro.
-Concordo -disse o sueco. Eu já passei muitas noites na rua bêbado e nunca me roubaram nada.
-No Brasil não é assim, eu vejo as pessoas aqui na China no caixa eletrônico, elas contam dinheiro a vista e nada acontece.
-Mas cada saque são 2, 2500. No máximo dá para sacar uns ¥10000. Quem vai querer roubar isso?
¥2500 são um pouco menos de R$1000. Esse é o valor máximo da taxa de saque. Mas você pode sacar quantas vezes quiser no dia. Mal ele sabe que no Brasil são 1000 reais por dia, e nada mais!
-Oras, no Brasil eles roubam celulares à mão armada!
O sueco riu da minha cara.
-Você está brincando comigo?
-Não, falo sério. O Brasil é um país fechado, as pessoas consideram isso normal lá. Elas não sabem o que acontece no mundo de verdade.
-Aqui na China todo mundo tem um celular bacana. No Brasil não?
Eu disse que tem, mas tem que tomar cuidado. Ele conheceu 2 dos maiores e mais pobres países do mundo e não entender o que acontece no Brasil. Quando será que o brasileiro vai perceber que o que acontece no Brasil não é normal?
sexta-feira, 29 de agosto de 2014
Ah, os conservadores!
Depois dessa mínima convivência aqui na China com os alemães eu pude reparar uma coisa. Na Europa o sentido de conservador é outro do que temos no Brasil. No Brasil ser conservador é muito mais cool.
A razão mais óbvia é por causa de Nelson Rodrigues. Os contos mais sujos de sexo com a cunhada foram escritos por um conservador. Tanto que nossa progressista presidanta adora citar O Reacionário. Mas eu reparei que vem muito antes disto.
Vem da época da escravidão. Ou da abolição da escravatura. Os conservadores sempre se posicionaram claramente contra a escravidão. A Companhia de Jesus foi banida da América Latina por sua posição contra a escravidão. E os progressistas sempre defenderam a escravidão. Até hoje não é difícil ver um progressista se lamentando, que a escravidão não foi corretamente abolida e que só gerou pobres e miseráveis. Oras pois, ser um homem livre nunca significou ser um homem socialmente incluso!
Mas vamos nos apegar aos fatos mais evidentes: Conservadores comem comida gordurosa, bebem, fumam, adoram armas de fogo, dirigem carros com ar-condicionado e com potência mais que suficiente. Ah, os progressistas vivem dizendo, não coma, não fuma, não beba, ande de bicicleta...
Para um conservador o problema da vida é entre ele e Deus. Para um progressista é entre oprimidos e opressores, esclarecidos e ignorantes. Automaticamente o progressista não se ve como oprimido e nem como ignorante.
Eu sei que não devo cobiçar a mulher do próximo. Mas o próximo não estava nem tão próximo assim... Ele estava a mais de 100 km de distância. E o coração dela estava a anos luz de distância. Em todo caso Senhor, tende piedade de mim, eu que sou pecador.
A razão mais óbvia é por causa de Nelson Rodrigues. Os contos mais sujos de sexo com a cunhada foram escritos por um conservador. Tanto que nossa progressista presidanta adora citar O Reacionário. Mas eu reparei que vem muito antes disto.
Vem da época da escravidão. Ou da abolição da escravatura. Os conservadores sempre se posicionaram claramente contra a escravidão. A Companhia de Jesus foi banida da América Latina por sua posição contra a escravidão. E os progressistas sempre defenderam a escravidão. Até hoje não é difícil ver um progressista se lamentando, que a escravidão não foi corretamente abolida e que só gerou pobres e miseráveis. Oras pois, ser um homem livre nunca significou ser um homem socialmente incluso!
Mas vamos nos apegar aos fatos mais evidentes: Conservadores comem comida gordurosa, bebem, fumam, adoram armas de fogo, dirigem carros com ar-condicionado e com potência mais que suficiente. Ah, os progressistas vivem dizendo, não coma, não fuma, não beba, ande de bicicleta...
Para um conservador o problema da vida é entre ele e Deus. Para um progressista é entre oprimidos e opressores, esclarecidos e ignorantes. Automaticamente o progressista não se ve como oprimido e nem como ignorante.
Eu sei que não devo cobiçar a mulher do próximo. Mas o próximo não estava nem tão próximo assim... Ele estava a mais de 100 km de distância. E o coração dela estava a anos luz de distância. Em todo caso Senhor, tende piedade de mim, eu que sou pecador.
Resgatando
E-mail de 2007... Eu já pensava no assunto e nem me tocava:
Querido Edu,
Você parece mais crítico que o necessário... O que se quer dizer é que aquilo que queremos pra nós, normalmente o bem, devemos querer também para os outros, quer dizer, que não se tenha medidas diferentes para nós e os demais. Simples aplicação da caridade. Quando Jesus diz, por exemplo, que devemos amar aos nossos inimigos e até rezar por eles, não está nos pedindo algo impossível, mesmo isso, aparentemente uma impossibilidade como a que vc parece ver no capítulo do Lewis, quer dizer que é preciso aplicar a justiça mesmo com relação àqueles que nos fazem o mal e, no caso, em primeiro lugar, o que se quer dizer é que é preciso aprender a Misericórdia, com ela, podemos até mesmo praticar a caridade para com os inimigos (imagine, então, para com os demais). A sabedoria de Deus é loucura para os homens, mas, é preciso ir aos poucos, se aproximando Dela.
Amar aos inimigos parece ser o suprasumo da moral social, por aí você deduz o sentido de se desejar aos outros o que se quer prá si: o bem e a Misericórdia divina.
Suas reflexões sobre o texto são muito boas e espero que vc vá ficando com mais dicas e perguntas do que com dúvidas e críticas, pelo menos essa é a proposta do autor.
O que quiser aprofundar escreva, na medida do possível vou tentando ajudar, mas, com o seu perseverante estudo é que as coisas, aos poucos, vão ganhando um sentido.
Cuide-se e aproveite o carnaval para ler (nem acredito que estou dando este conselho, mas é um bom conselho!)
Abraço,
Henrie.
Querido Edu,
Você parece mais crítico que o necessário... O que se quer dizer é que aquilo que queremos pra nós, normalmente o bem, devemos querer também para os outros, quer dizer, que não se tenha medidas diferentes para nós e os demais. Simples aplicação da caridade. Quando Jesus diz, por exemplo, que devemos amar aos nossos inimigos e até rezar por eles, não está nos pedindo algo impossível, mesmo isso, aparentemente uma impossibilidade como a que vc parece ver no capítulo do Lewis, quer dizer que é preciso aplicar a justiça mesmo com relação àqueles que nos fazem o mal e, no caso, em primeiro lugar, o que se quer dizer é que é preciso aprender a Misericórdia, com ela, podemos até mesmo praticar a caridade para com os inimigos (imagine, então, para com os demais). A sabedoria de Deus é loucura para os homens, mas, é preciso ir aos poucos, se aproximando Dela.
Amar aos inimigos parece ser o suprasumo da moral social, por aí você deduz o sentido de se desejar aos outros o que se quer prá si: o bem e a Misericórdia divina.
Suas reflexões sobre o texto são muito boas e espero que vc vá ficando com mais dicas e perguntas do que com dúvidas e críticas, pelo menos essa é a proposta do autor.
O que quiser aprofundar escreva, na medida do possível vou tentando ajudar, mas, com o seu perseverante estudo é que as coisas, aos poucos, vão ganhando um sentido.
Cuide-se e aproveite o carnaval para ler (nem acredito que estou dando este conselho, mas é um bom conselho!)
Abraço,
Henrie.
sexta-feira, 6 de junho de 2014
Censura para crianças
Censura é quando páginas são removidas, conforme os assinantes da revista The Economist receberam sua edição na China.
TAZ condenado por discriminação
O tablóide esquerdista alemão TAZ foi condenado a pagar o equivalente a 3 meses de salário para um ucraniano. O ucraniano acusou o tablóide por colocar um anuncio de emprego onde somente mulheres imigrantes poderiam ser contratadas. Isso vai contra a lei de igualdade, eliminando os homens e as mulheres sem histórico de migração.
O tablóide argumentou que tinha uma boa intenção, de aumentar a participação de mulheres na posição de liderança. A boa intenção não ajuda em nada, os homens não podem ser excluídos.
O TAZ declarou que não vai recorrer contra a sentença.
O tablóide argumentou que tinha uma boa intenção, de aumentar a participação de mulheres na posição de liderança. A boa intenção não ajuda em nada, os homens não podem ser excluídos.
O TAZ declarou que não vai recorrer contra a sentença.
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