Eu odiava Irã, afinal é uma nação terrorista que vive ameaçando o mundo. Podem procurar aí para baixo, quantas vezes citei o Irã com ódio. Me envergonho disso e peço perdão. Em um intercâmbio na Alemanha conheci iranianos e que foram certamente meus melhores amigos. Percebi que o que odeio mesmo é o governo autodenominado islâmico do Irã. Acho que foi o G.K. Chesterton que escreveu que se ao mesmo tempo um alemão e ele disparassem um tiro e ambos acertassem, ele entraria no céu abraçando e contando piadas para seu algoz, pois não nutria um pingo de ódio contra ele. Eu juro que não entendia isso até conhecer iranianos e perceber que eu não os odeio.
Voltando para primeira guerra, vejam esta foto de ingleses e alemães comemorando o Natal juntos. A primeira coisa que entendo é: Eles eram mais cristãos do que podemos imaginar. E certamente matar no dia de Natal era algo inimaginável. Até a década de 40 o pensamento cristão era quase hegemônico no mundo ocidental. E isso foi abandonado nos próximos anos. A segunda parte é, eles não se odiavam pois estavam lá na guerra para cumprir seus deveres civis.
De certa forma eles sabiam para quem estavam trabalhando, para seus governos e isso não envolvia nenhuma questão pessoal. Hoje em dia as pessoas não tem a menor idéia para quem trabalham, elas acreditam que são livres por não seguir a Igreja, eles são livres por externar seu ódio. Entendo que isso é um princípio revolucionário. Aliás, a coisa que eu tinha em comum com os iranianos era que nós não gostávamos de revolução. Eles tem um dos piores exemplos possíveis do que a revolução pode fazer. Eles sabem que o ódio revolucionário não é um caminho de libertação. É mais um caminho da escravidão.
Acabo concluindo isso: Quando, por exemplo, o pastor Silas Malafaia diz que é contra o casamento gay mas ama os mesmos, a maioria das pessoas hoje não consegue imaginar que o pastor está sendo sincero. Se eles estão de lados opostos devem obrigatoriamente se odiar e serem inimigos. Coisa que os soldados ingleses e alemães conseguiam separar muito bem é impossível para a mentalidade de nosso tempo.
E posso entender também que o ódio revolucionário é o que criou o terrorismo. Se era impensável matar alguém em um dia santo, hoje datas e locais pacíficos são as melhores oportunidades para matar. O ódio é pessoal, novamente pois ninguém sabe para quem está trabalhando, eles acreditam estar trabalhando por si mesmos. Mas é muito difícil explicar isso. Se eu disser que esses homens de fardas e fuzis na mão são melhores que a gente, será mais fácil enxergar nessa foto porcos capitalistas misturados a nazistas. Eles eram pessoas livres não por seguir o ódio dito libertador. Eles eram livres por amar Deus acima de todas as outras coisas.
domingo, 17 de março de 2013
Ainda sobre o próximo
O "próximo" em português tem duplo sentido. Pois dá uma idéia de seqüência numérica e uma uma idéia de proximidade física.
Na tradução em inglês está como neighbor. O que eliminaria a idéia de seqüência numérica... Mas em alemão é der Nächste. A pronuncia é semelhante ao inglês next. E neighbor em alemão é Nachbar. Ou seja, na tradução em alemão o duplo sentido foi preservado.
Isso caí hoje em dia como um enigma. Amar o próximo significa também amar os que não nasceram. Que já são julgados por infelizes e desgraçados pelos vivos que defendem o aborto.
Eu fiquei muito feliz pela escolha do novo Papa, que veio da ordem dos jesuítas. Como estudei em uma escola jesuíta, nasci e vivo em uma cidade fundada por jesuítas, pela minha falta de modéstia eu me sinto meio jesuíta... São verdadeiros heróis, que atravessaram os mares, fundaram escolas e levaram a verdade. E todo conhecimento verdadeiro nos leva a Deus. Está lá no meu discurso em homenagem aos mestres da FEI:
Agradecemos, antes de tudo, aos mestres que hoje compõe o espírito invisível de nossa educação. Ao Santo Inácio de Loyola, por sua obediência as palavras de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ide e ensinai a todos, e aos 475 anos que os jesuítas se dedicam a isso. E, entre os jesuítas, lembramos especialmente de um, Padre Sabóia de Medeiros, fundador da FEI.
Se o mundo parecia sem rumo, vi agora uma boa notícia. Prometo que vou voltar a escrever mais...
Na tradução em inglês está como neighbor. O que eliminaria a idéia de seqüência numérica... Mas em alemão é der Nächste. A pronuncia é semelhante ao inglês next. E neighbor em alemão é Nachbar. Ou seja, na tradução em alemão o duplo sentido foi preservado.
Isso caí hoje em dia como um enigma. Amar o próximo significa também amar os que não nasceram. Que já são julgados por infelizes e desgraçados pelos vivos que defendem o aborto.
Eu fiquei muito feliz pela escolha do novo Papa, que veio da ordem dos jesuítas. Como estudei em uma escola jesuíta, nasci e vivo em uma cidade fundada por jesuítas, pela minha falta de modéstia eu me sinto meio jesuíta... São verdadeiros heróis, que atravessaram os mares, fundaram escolas e levaram a verdade. E todo conhecimento verdadeiro nos leva a Deus. Está lá no meu discurso em homenagem aos mestres da FEI:
Agradecemos, antes de tudo, aos mestres que hoje compõe o espírito invisível de nossa educação. Ao Santo Inácio de Loyola, por sua obediência as palavras de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ide e ensinai a todos, e aos 475 anos que os jesuítas se dedicam a isso. E, entre os jesuítas, lembramos especialmente de um, Padre Sabóia de Medeiros, fundador da FEI.
Se o mundo parecia sem rumo, vi agora uma boa notícia. Prometo que vou voltar a escrever mais...
sexta-feira, 1 de março de 2013
A cortina de fumaça
A questão do aborto levantou a poeira, mas é necessário comentar os detalhes que podem passar de forma irrelevante.
É uma das diretrizes do PT aprovar o aborto. Muito embora se venda a idéia como um direito humano, eu também acho que seria muito humano comigo se deixassem eu matar todos os que eu detesto, todos que me incomodam, que me irritam. Isso transformaria o mundo um lugar humanamente habitável, muito mais legal, ao menos para mim.
Mas o mundo é cruel. Nós temos que respeitar o próximo.
(estava no rascunho, não me lembro quando escrevi, mas gostei...)
É uma das diretrizes do PT aprovar o aborto. Muito embora se venda a idéia como um direito humano, eu também acho que seria muito humano comigo se deixassem eu matar todos os que eu detesto, todos que me incomodam, que me irritam. Isso transformaria o mundo um lugar humanamente habitável, muito mais legal, ao menos para mim.
Mas o mundo é cruel. Nós temos que respeitar o próximo.
(estava no rascunho, não me lembro quando escrevi, mas gostei...)
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
O moralismo
O único moralismo que eu aceito é de padres e religiosos em geral, pois eles são moralistas profissionais. O que eu não suporto são os moralistas amadores, dizendo o que é certo e o que é errado.
Uma melhor definição de estado laico é onde os moralistas não ditam e executam regras. Se existem moralistas no Estado para falar o que é certo ou errado, então o Estado não passa de uma igreja vagabunda que te manda pro inferno se você não recolher dízimo. Ele deu uma sonegadinha no imposto? A culpa de toda pobreza é dele. Ele caga e anda em relação a cidadania? É por isso que o Brasil não vai para frente. Quando todos serem perfeitos e sem pecados, aí teremos uma sociedade justa.
As Igrejas de verdade são muito mais honestas: Se você for perfeito, no máximo consegue um cantinho no Céu.
O povo alcoólatra e mal educado.
Dizem por aí que o problema do mundo são as pessoas alcoólatras e mal educadas.
Uma pessoa normal é alcoólatra e mal educada por definição. A civilização só serve para que pessoas alcoólatras e mal educadas não se matem muito à toa.
Toda tentativa de tornar as pessoas menos alcoólatras e mais bem educadas será fracassada.
sábado, 23 de abril de 2011
Die Frau aus Ipanema
Episódio da série Notruf Hafenkante mostra uma brasileira. Um simples chamado reclamando do barulho dos vizinhos leva os policiais de Hamburgo a uma brasileira. Ela agride uma policial e foge. Sua situação de ilegal parece ser suficiente para entender o problema.
Quando a polícia a encontra novamente, em um hospital, ela diz seu real motivo. Sua filha foi levada por um médico alemão a 12 anos atrás. E ela pede ajuda para a encontrar.
Como ilegal, ele deveria ser deportada. Mas a policial, a mesma que foi agredida pela brasileira "Maria Passacantando de Oliveira", começa a investigar o caso por conta própria. O caso sobe e recebe aprovação do chefe, mesmo com a grande maioria não acreditando no caso.
Aí que eles pedem informações sobre a "Maria Oliveira" para as autoridades brasileira. E recebem a resposta: Ledig und kinderlos. Solteira e sem filhos. Então a Maria estava totalmente desacreditada, e era só mais uma mentirosa (Lügnerin) tentando uma vida melhor.
Uma curiosidade é que a TV alemã usa línguas estrangeiras indiscriminadamente e sem legendas. Eu já tinha visto russos (que não entendo lhufas), italiano elementar e agora o português do Brasil. Ela já entra com um "Bom dia alle zusammen!", manda um "porra", um "por favor", sempre com algum sotaque. Mas também canta uma musica infantil em português.
Como poucos irão assistir eu vou contar o final:
Depois que ninguém mais acredita na Maria, eles colocam ela na parede. Ela não tem nenhum filho, está mentindo. Então ela levanta sua roupa para mostrar a barriga: "Was ist das?". Era a marca da cesariana.
Então é ora de pressionar o médico que estava com sua filha, o Dr. Hoffmann. Ele tinha um documento provando que a mãe da menina tinha morrido. Mas era falso. E ele confessa que a menina é filha da Maria. A Maria estava doente e não tinha condições de criar a filha. Então eles deram um jeito de adotar a menina.
A policia finalmente promove o encontro da mãe e da filha. Ela a chama de meu amor, e lhe dá a correntinha da "Unsere liebe Frau von Aparecida". Mas a garota vai ficar em Hamburgo. Para finalizar a menina pede para seus pais alemães: "Eu quero einmal Maria zu besuchen" (eu quero visitar a Maria).
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Ein Versuch!
Ich möchte gerne nach Deutschland fliegen. Ich soll am ende Mai nach Deutschland fliegen.
Ich werde einen Unterrichte bei Goethe Institut machen. Ich lerne seit 1 Jahr Deutsch hier in Brasilien. Bevor habe ich nur wenige Wörter gekannte. Na, ja! Ich weiß ja gar nicht genau schreiben.
Wenn man Deutsch anfangen lernt, findet man so schwer! Alle Worte fällt man unbekannte ein. Danach wird alles mehr leicht sein. Überhaupt ist Deutsch so deutlich. Man sagen was man schreibt. Ich habe viele Sache bei Hör gelernt. Nie habe ich irgendwelche Worte auf English bei Hör gelernt.
Heute spreche ich Deutsch besser als Englisch. Englisch ist die Sprache des Geld. Geld ist mir zu viel! Einfach. Ich bin nur ein Techniker. Und Deutsch ist die Sprache des Techniker. Dann werde ich Deutsch lernen. Vielleicht muss ich wie armer Kerl sterben... Ich weiß nicht!
Assinar:
Postagens (Atom)
