sábado, 25 de dezembro de 2010
Assange
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Ülüsü
du gehst bestimmt mit allen ins Bett.
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Alemão x Inglês
O alemão tem uma gramática quase bizarra, com declinações como no grego, no latim ou eslavo, com artigos incompreensíveis (der, die oder das?) e com verbos que se separam, formados por preposições que não fazem sentido. O vocabulário parece um mar, onde será inevitável se afogar.
Mas que diabo eu gosto tanto de estudar alemão?
Eu escuto mal, eu tenho péssima memória para regras. Se me contarem uma história, com sentido, eu nunca mais esqueço. Agora, regras só me entram na base da marretada. Após de muito custo, com a certeza que 15 dias depois vou esquecer. Como a gramática é uma questão de regras, eu sempre fui péssimo de línguas.
Por outro lado, nós nunca sabemos porque as coisas são como são. As conjugações verbais ajudam na compreensão da língua. Para quem é surdo como eu é muito conveniente. Reparem no "eu é", fica claro que o sujeito não sou eu, pois o verbo não está conjugado para a primeira pessoa, e sim para a terceira: ele é! Ele que é surdo como eu sou. A conjugação verbal é um mal necessário, para facilitar a compreensão da língua. E falo isso com uma dor no coração, minha única nota vermelha até a 8ª série foi conjugando verbos. Eu gostaria muito de dizer que essas conjugações são inúteis, mas não são!
Outra coisa importante é que inglês é uma língua para pessoas sociais. Quem é anti-social sofre muito aprendendo "Nice to meet you", para você ser um cara legal em inglês você tem que ser um cara muito legal. No alemão a primeira coisa que se aprende é a fugir da conversa. Wie geht's? Es geht. Como vai? Vai indo. Du sprichst schon gut Deutsch! Es geht, Você já fala alemão bem! Vai indo. Não há nada que não se possa responder com um "es geht".
Um simples "wie, bitte?" soa muito educado. Como, por favor? Ou um simples "wassss!?" explicita uma profunda indignação. O que!? É fácil se sentir confortável para se usar as palavras certas.
Sobre os verbos que se separam, o verbo hören é ouvir. Zuhören é escutar. Aufhören, algum chute? Aufhören é parar.
Conjugando o verbo do imperativo, da para falar algo assim:
Hör das bitte auf!
Tente falar isso gritando, é melhor do que mandar para puta que o pariu e significa "pare com isso, por favor".
domingo, 24 de outubro de 2010
Ein Leben ohne Lüge
Eu assisto alguns filmes através da excelente transmissão on-line do Zweites Deutsches Fernsehen (www.zdf.de). A transmissão tem uma qualidade muito melhor que do Youtube, mais definição e velocidade. Acho que isso é possível pois o material disponível se resume, praticamente, a programação da semana. Ou assiste durante a semana, ou nunca mais.
Mas os alemães adoram um drama, e conseguem fazer um filme ser triste mesmo para quem não entende quase nada de alemão.
Ein Leben ohne Lüge (uma vida sem mentiras) mostra o seqüestro de uma menina. Sua mãe aparece muitas vezes olhando o mar enquanto é consolada pelo amigos. Seu marido se suicida logo em seguida. A mãe continua olhando o mar, de um forma totalmente triste e deprimente, esperando notícias da filha.
Enfim, encontram sua filha viva. Mas quem a seqüestrou? O vilão da história tenta se matar no final do filme. Geralmente se torce para o vilão morrer logo de uma vez. Quando muito, exalta-se a honradez de quem poderia ter deixado o vilão morrer, mas contra a vontade natural de todos acaba salvando alguém que não presta.
Mas a história é tão triste que não consegui desejar essa morte. Nem dá para encontrar qualquer valor grandioso no policial que o salva. Só esperava que não morresse para não ser ainda mais triste.
http://www.zdf.de/ZDFmediathek/hauptnavigation/startseite/#/beitrag/video/1156414/Ein-Leben-ohne-Lüge
domingo, 26 de setembro de 2010
Os mandamentos
Existe uma discussão que nunca vi, talvez por falta de atenção, mas certamente mereceria se investir vários anos. O que significa afinal "amar Deus sobre todas as coias e o próximo como a si mesmo"?
Não é uma respostas óbvia. Amar Deus sobre todas as outras coisas é algo muito fácil de entender, mas absolutamente difícil, praticamente impossível de se executar. É justo que se chame quem viveu isso de santo. É algo que foge da minha capacidade.
Amar o próximo como a si mesmo não parece ser algo tão complicado. Mas não deixa de ter seu mistério. Para amar o próximo como a si mesmo você tem que saber como você se ama. Você se olha no espelho e repete "eu me amo, eu me amo, eu me amo"?
Eu duvido que alguém saiba responder isso com honestidade muito facilmente. É uma questão quase confessional, creio. Só se fala para Aquele que não se consegue mentir. O que posso perceber é que as pessoas nunca se amam da mesma maneira. Não existe padrão para o amor-próprio, esquecendo as teorias motivacionais. Certo ou errado? Se estiver certo significa que não existe padrão para amar o próximo.
Esta aí, um motivo a mais para amar Deus sobre todas as outras coisas. Eu não sei se vou conseguir amar a Deus sobre todas as outras coisas, e nem sei se vou desobrir como eu me amo para amar o próximo como a mim mesmo. Pelo menos vou poder dizer que eu pensei bastante no assunto.
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Gênesis, final.
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Gênesis - Parte I
Hoje me deu vontade de defender o Gênesis. Aliás, eu tenho essa vontade a muito tempo...
A briga é muito conhecida. Big-bang contra Gênesis. Darwin contra Gênesis. A ciência contra um credo? Não para um cristão, o Gênesis é a Verdade e o resto é só ensaio especulativo. O que fica sujeito ao credo então é a própria ciência.
Não há porque se envergonhar, as teorias científicas que explicam a criação da Terra e do homem são muito mais limitadas e grosseiras que o Gênesis. O fanatismo científico obnubila.
É muito simples, meus caros: Darwin tentou explicar como aconteceu a evolução do homem. O Gênesis contém exatamente como, quando e porque. Pretensioso demais, não? Pois é, somente um detalhado exame da razão para se certificar disso.
Adão andava pelado como todos os outros animais. Até que um dia Adão comeu o fruto do conhecimento do bem e do mal. Ele sentiu vergonha e por sentir vergonha foi expulso do paraíso.
Oras, pois, os outros animais ainda andam pelados, eles não tem conhecimento do bem e do mal. O Gênesis aponta que um dia estávamos pelados e, noutro dia, colocamos um canguinha e fomos expulsos do paraíso.